29 de mar de 2014

Resenha critica: Quem mexeu no meu queijo?



PAULO HERMES POMPEU TEIXEIRA



RESENHA CRITICA: ¨QUEM MEXEU NO MEU QUEIJO?¨
AUTOR: Spencer Johnson, M.D.


Resenha critica apresentada a disciplina de Psicologia Organizacional como requisito da nota parcial do curso de bacharel em Administração a professora Esp Andreia Bonato da Siva.






Porto Alegre, 03 de abril de 2014

A obra apresentada trata de uma parábola sobre as mudanças que podemos enfrentar na vida e como cada um lida com isso, fazendo caminhos diferentes de acordo com a sua visão de vida e características de personalidade, demonstrando na visão de vida de dois ratos (Sniff e Scurry) e dois duendes (Hem e Haw) que á procura do queijo, simbolizam nossos objetivos de vida: trabalho, dinheiro, casa, família, estudo e outros, tentando superar suas crenças e medos que passamos na nossa vida diária. O autor nos coloca que a diferença é a maneira como que cada ser humano lida com as adversidades. As mudanças irão acontecer e todos devem estar preparados para elas.
Na historia os ratinhos Sniff e Scurry que tinham seus instintos mais aguçados buscavam pelo queijo que mais gostavam e os duendes Hem e Haw, com seus cérebros cheios de informações, buscavam por queijos mais sofisticados, acreditando que era o que iria trazer-lhes felicidade e sucesso. Vivem em um labirinto e precisam procurar seu alimento (um pedaço de Queijo) todos os dias em um determinado local variável. Certo momento, tal rotina é quebrada e, ao se depararem com a falta do alimento cada personagem esboça uma reação diferente.
No labirinto, os que encontravam o caminho certo poderiam ter uma vida melhor.Os ratos usavam o método simples mas ineficiente, eles corriam por um corredor e, se o encontrassem vazio, viravam-se e corriam por outro e os duendes usavam um método diferente, confiavam em sua capacidade de pensar e aprender com suas experiências, embora às vezes ficassem confusos com suas crenças e emoções.
Um dia todos encontraram seu próprio tipo de queijo no Posto C e logo criaram uma rotina, os quatro pararam ali e só saíam para ir para suas casas, empanturrados de tanto queijo que haviam comido. Acomodaram-se por saber que ali havia o que queriam e acreditavam que o queijo nunca iria acabar.
Enquanto isso os ratinhos continuavam a sua busca por queijo, correndo de um corredor a outro sem parar até encontrar mais queijo, desde que notaram que a cada dia o queijo diminuía, estavam preparados.
A rotina dos duendes continuava a mesma, até que um dia chegaram ao Posto C e notaram que o queijo havia desaparecido, os ratinhos seguiram pelo labirinto fazendo o mesmo de todos os dias, Hem e Haw se desesperaram, já que para eles encontrar o queijo era mais do que um alimento, era considerado uma forma de bem-estar, segurança e sucesso.
Os duendes estavam indecisos sobre o que fazer, enquanto os ratinhos buscavam por um novo queijo, que encontraram depois de um bom tempo correr sem sucesso, no Posto N de queijo, os duendes ainda estavam no Posto C tentando descobrir para onde haviam levado seu queijo. Até que um dia Haw, já fraco pela falta de queijo para alimentá-lo, decidiu mudar, decidiu correr novamente pelo labirinto atrás de queijo como os ratinhos já estavam fazendo há muito tempo.
Hem não quis ir com ele, mas Haw foi à busca do novo queijo mesmo assim, às vezes com medo e preocupado por ter deixado Hem sozinho no Posto C, seguiu com seus objetivos. Encontrou poucos pedaços de queijo pelo caminho, mas persistiu, pois sabia que havia perdido muito tempo esperando que o velho queijo reaparecesse sem notar as mudanças e que Sniff e Scurry já estavam bem adiantados na busca ao novo queijo do que ele.
Haw percebeu que deveria estar mais atento as coisas que aconteciam a sua volta e notou que se sentia motivado a continuar buscando por algo que nem ele mesmo sabia o que era, mas sabia que o faria feliz o que quiser que encontrasse. Ele decidiu voltar ao Posto C para levar um pouco de queijo que havia encontrado para Hem e ver se ele gostaria de acompanhá-lo nessa nova vida que estava levando, mas Hem ainda preferia ficar ali esperando que alguém colocasse o velho queijo de volta no lugar sem se preocupar com o que acontecia a sua volta e sem tomar nenhuma atitude para mudar a sua situação. Sem outra opção Haw voltou a correr pelo labirinto, buscando por aquilo que sentia estar cada dia mais perto.
Ele sabia que quando se muda o que e como pensar também se pode mudar a maneira de agir, depende do que acredita ser o melhor para seguir com a mudança que aconteceu, muda-se com ela.
Haw encontrou um posto novo cheio de queijo, com uma quantidade e uma variedade imensa, seus amigos Sniff e Scurry já estavam lá há um bom tempo, era o Posto N que os ratinhos haviam encontrado. Haw achava que era imaginação sua, que todo aquele queijo não era real até que começou a comer dele. Com tudo o que havia acontecido Haw percebeu que enquanto tinha medo de mudar, tinha uma ilusão sobre o velho queijo, onde o medo de morrer de fome foi um fator muito importante pra fazê-lo caminhar junto com a mudança, ao invés de lutar contra ela. Mesmo preocupado com Hem ele havia notado que seu amigo deveria encontrar o caminho sozinho, pois Haw já tinha feito a sua parte deixando pistas nas paredes do labirinto e ir atrás dele por algumas vezes e sem sucesso. Agora o objetivo de Haw era cuidar de seu estoque do novo queijo e ainda assim correr pelo labirinto para ter consciência de tudo àquilo que estava acontecendo em sua volta para nunca mais ser pego de surpresa com novas mudanças outra vez, queria estar sempre preparado para o que quiser que pudesse acontecer.
 Haw fez uma pequena oração e esperou – como esperara muitas vezes antes – que talvez, finalmente, seu amigo tivesse sido capaz de ...
A mudança de atitude nem sempre se trata de um processo rápido, pois junto a ela acompanham muitas implicações que podem mudar nossas vidas e nem sempre são aceitas pelos os outros. Portanto, mas uma vez é necessário destacar a necessidades de planejar. E quando se fala em mundo do trabalho, devemos aliar a esse planejamento a busca por atualização constante, competência profissional, Inteligência emocional, boa rede de relacionamentos, uma boa dose de resiliência, dentre diversos outros fatores.
E é essa mudança de mentalidade que o livro trabalha, nos colocando a refletir se estamos agindo corretamente, se é possível melhorar! A busca pelo sucesso profissional depende prioritariamente de você!




REFERÊNCIA:
JOHNSON, Spencer. Quem mexeu no meu queijo?
1ª ed. tradução de Maria Clara de Biase. – 4ª tiragem – Rio de Janeiro: Record, 2000.

Paulo Hermes Pompeu Teixeira

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