10 de fev. de 2012

Escoliose

Jane Difini Kopzinski
Fisioterapeuta - Quiropraxista - Filósofa Clínica

Escoliose

 

A escoliose é uma alteração postural onde a coluna vai assumindo uma curvatura anormal, lembrando um formato de um “C” ou “S” na radiografia. Acompanhando esse formato, é possível verificar assimetrias como um ombro mais alto que outro, ou um quadril mais alto que outro, ou mesmo as costelas podem parecer estar mais a frente de um lado que de outro. Quando se está com escoliose, inevitavelmente existe mais pressão em uma vértebra de um lado que de outro, levando a desgastes nessas articulações vertebrais.

 Causas

  • Idiopática : causa desconhecida (70% dos casos)
  • Neuromuscular : seqüela de doenças neurológicas, como por exemplo poliomielite, paralisia cerebral.
  • Congênita : oriunda de uma má-formação
  • Pós-traumática
Diagnóstico
O diagnóstico é feito através de testes clínicos e de radiografias. 

Por esse motivo é necessário começar um tratamento específico o quanto antes para eliminar qualquer estímulo que possa gerar ou mesmo que leve a evolução da escoliose, mesmo que ainda não esteja sentindo dores. O melhor tratamento é a prevenção, manter o alinhamento da coluna para evitar a fixação da escoliose. Uma fez instalada a escoliose, será preciso um tempo maior para que haja a redução da mesma. Isso porque os desgastes vertebrais consequentes da escoliose aumentam com o tempo, e durante o tratamento, quando o desvio vai sendo retirado, o contato nas superfícies de desgastes são maiores, e o próprio organismo irá recuperar o desgaste.

7 de fev. de 2012

Incontinência urinária

Homens com incontinência urinária? Existe sim e a fisioterapia pode ajudar

Causada, em 90% dos casos masculinos, pelo câncer de próstata – embora possa surgir também em decorrência de cirurgias na bexiga e de lesões causadas por radioterapia -, a incontinência urinária ainda é um assunto pouco discutido
Embora seja mais comum entre as mulheres, a incontinência urinária – ou perda involuntária de urina – pode afetar diversas esferas da vida do homem, tendo um impacto significativo na sua qualidade de vida, autoconfiança e masculinidade, segundo especialistas do Centro Especializado em Fisioterapia Oncológica, em São Paulo. Diante dessa condição que abala o aspecto físico, social e psicológico do paciente, a fisioterapia, segundo os especialistas, pode desempenhar um papel importante no processo de recuperação.
Causada, em 90% dos casos masculinos, pelo câncer de próstata – embora possa surgir também em decorrência de cirurgias na bexiga e de lesões causadas por radioterapia -, a incontinência urinária ainda é um assunto pouco discutido. “Os homens, em sua maioria, sentem-se envergonhados e sozinhos com esse problema. Trata-se, inclusive, de um tabu social. E a população masculina representa 25% dos casos de incontinência urinária no Brasil”, destacam as fisioterapeutas Marília Belmonte e Ana Carolina Agostinho.
De acordo com as especialistas, a recuperação do paciente passa por uma reeducação dos hábitos urinários e alimentares, e exercícios diários integrados às atividades de vida, além do total comprometimento do homem ao programa de tratamento proposto. E a fisioterapia desempenha um papel importante nesse cenário, principalmente com exercícios de fortalecimento pélvico e orientações, para recuperar a função miccional e auxiliar no pós-operatório, contribuindo para a melhora da qualidade de vida e da autoestima dos homens.
Um recente estudo do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo comprova a importância da fisioterapia no tratamento da perda involuntária de urina. Realizado neste ano, o estudo indicou que 96% dos pacientes que fizeram fisioterapia como tratamento pós-cirúrgico adquiriram, após 12 meses, a continência e aceleraram sua recuperação. Já em relação aos que não aderiram ao tratamento, apenas 75% voltaram a ter controle da urina.
“A fisioterapia desempenha um papel importante no processo de recuperação. Uma reeducação dos hábitos urinários e alimentares, exercícios diários integrados às atividades de vida e total comprometimento do homem ao programa de tratamento proposto são essenciais para a recuperação de condições viáveis a uma vida saudável”, concluem as fisioterapeutas.

19 de jan. de 2012

Filosofia Clínica

Equipe de Filósofos Clínicos atuando no Hospital Espírita de Porto Alegre.

A Filosofia Clínica é uma nova abordagem terapêutica com base na filosofia. Trata-se de uma parte da filosofia acadêmica direcionada ao consultório, à clínica. É uma atividade utilizada em hospitais, escolas, instituições por todo o país. A partir dos trabalhos do filósofo gaúcho Lúcio Packter, desde o final dos anos 80, este novo paradigma se difundiu no país e no exterior. A parceria foi oficializada por Hélio Strassburger, diretor do Instituto Packter.
Jane Difini Kopzinski

28 de dez. de 2011

Almas afins


 Jane Difini Kopzinski
Fisioterapeuta- Quiropraxista - Filósofa Clínica

Almas afins
Algo entre as palavras e sentimento, não há no vocabulário
Nem sinônimos, antônimos, ou qualquer nomeação existente
Sem forma ou outra linguagem qualquer
Apenas o sentir, o olhar, a suavidade, o momento de não existência, a alma de encontro livre com a outra sem a menor responsabilidade, sem julgamentos, sem apresentações, sem qualquer forma envolvida.
Livres, mutuamente inteiras e homogêneas entre si
Sem propósitos, apenas fluidificadas na existência
Encontro tão profundo...
Palavras são dispensáveis
 Linguagem singular
 Não há idéias, buscas, significados, hipóteses, princípios de verdade, discursos, termos, ou qualquer outra estrutura
Não existem submodos, não se faz necessário no singular encontro de almas afins.
 Sem querer chegar a lugar algum, sem ter direção, nem idéias complexas.
Talvez uma singularidade existencial.
Tentei, mas não sei se consegui passar em palavras esse momento da vida.
Tão simples
Nega-se ao compreensivo.
Jane Difini  Kopzinski