26 de abr. de 2025

Síndrome da saída torácica

Síndrome da saída torácica

O desfiladeiro torácico é uma região anatômica localizada na região compreendida entre a cervical e o tórax por onde passam nervos do plexo braquial , artérias e vasos sangüíneos subclávios , tendões, músculos, ossos.
É a disfunção do membro superior resultante da compressão do feixe neurovascular- plexo branquial, artéria e a veia subclávia.
Os nervos, artérias e veias que vão para os membros superiores originam-se na região cervical, passam pelo desfiladeiro estreito torácico até atingir os dedos.
Sintomas: amortecimento (formigamento), sensação de peso, dor e/ou frigidez que podem ocorrer isoladamente ou em conjunto nos membros superiores (braço, antebraço, mão) e, eventualmente, no ombro ou região lateral do pescoço. Pode ocorrer também, ainda que raramente, na mandíbula e região retro auricular (atrás da orelha).
Isto ocorre pois nervos, artérias e veias que vão para os braços se originam ao nível da coluna, na região cervical (pescoço). A partir daí, passam pelo estreito torácico superior até atingir os dedos. Essa síndrome caracteriza-se por haver compressão (ao nível do estreito torácico superior) dessas estruturas, geralmente devido à posição errônea da primeira costela ou à presença de uma costela cervical ou pontes fibrosas entre os músculos escalenos. Outra causa pode estar relacionada a complicações após uma fratura de clavícula (com formação de calo ósseo), etc.
O tratamento de fisioterapia associado a quiropraxia é uma prática muito bem aceita , pois a quiropraxia por ajustes na cervical e torácica descomprime as vértebras, e os exercícios específicos para patologia completam o tratamento.

Drª Jane Difini Kopzinski




18 de mar. de 2025

Tendinite glútea


A tendinite glútea é uma inflamação nos tendões que fazem parte dos músculos glúteos. Ela ocorre geralmente por desequilíbrio e fraqueza musculares, pois muitas vezes as pessoas esquecem de fortalecer essa musculatura ou a sobrecarrega
O grupo mais afetado pela tendinite glútea são as mulheres, devido ao formato de sua pelve. Os ossos da bacia apresentam uma abertura muito mais larga . Outros fatores incluem questões hormonais, principalmente no período que antecede a menopausa, diabetes e alterações da tireoide.

 Nos homens, geralmente vem acompanhada de outras doenças, como a artrose. Também pode ocorrer em atletas, geralmente corredores, e em idosos.

Sintomas da tendinite glútea

• Aumento de sensibilidade na lateral do quadril, principalmente ao apertar

• Dor ao deitar-se de lado, independentemente do lado

• Dificuldade para subir e descer escadas

• Desconforto para permanecer muito tempo sentado ou em pé, podendo mancar nos primeiros passos logo após levantar-se da 

Tratamento da tendinite glútea

Ajustes articulares para corrigir a mobilidade
Técnicas de mobilização neural para melhorar a função do sistema nervoso periférico
Técnicas miofasciais para aliviar as tensões musculares
Terapia manual da área afetada
Terapia de ultrassom para estimular a cura
Estimulação muscular elétrica para promover a circulação e a atividade nervosa
Terapia a laser frio para reduzir a inflamação e aliviar a dor
Crioterapia para reduzir a inflamação
O tratamento é essencialmente conservador, com diferentes medidas para alívio das dores. Entre elas estão repouso, aplicação de gelo e uso de analgésicos e anti-inflamatórios. 

A fisioterapia e quiropraxia são fundamentais no tratamento, para alívio da dor e fortalecimento dos músculos do quadril, melhorando a estabilidade e reduzindo a pressão sobre os tendões.

É importante prevenir para que a tendinite não se torne uma lesão degenerativa, o que aumenta a chance de o tendão se romper.

Dicas para evitar a tendinite glútea:

– Evite iniciar qualquer tipo de exercício físico sem uma avaliação física prévia.

– Faça exercícios de impacto de forma gradativa e cuide do volume do treinamento.

– Evite passar muito tempo sentado.

– Faça alongamentos e exercícios de equilíbrio ou funcionais.
Drª Jane Difini Kopzinski 
Fisioterapeuta Quiropraxista 

23 de jan. de 2025

Hipercifose

A hipercifose, também conhecida como cifose excessiva, é uma curvatura anormal da coluna vertebral na região torácica, causando uma postura encurvada ou "corcunda". Essa condição pode ser causada por diversos fatores, incluindo:

Causas

1. Postura inadequada: Manter posturas ruins ao longo do tempo, como ao sentar ou usar dispositivos eletrônicos.


2. Doenças ou condições médicas:

Cifose de Scheuermann: Alteração estrutural durante o crescimento.

Osteoporose: Enfraquecimento dos ossos, levando a fraturas vertebrais.

Doenças congênitas: Alterações presentes no nascimento.

Artrite: Inflamação nas articulações da coluna.



3. Traumas: Fraturas ou lesões na coluna.


4. Degeneração: Desgaste natural com o envelhecimento.



Sintomas

Postura encurvada ou arqueada.

Dores nas costas, especialmente na parte superior.

Rigidez muscular na região torácica.

Em casos graves, dificuldade respiratória ou digestiva devido à compressão.


Tratamento

O tratamento depende da causa e da gravidade:

1. Fisioterapia: Exercícios para fortalecer os músculos das costas e corrigir a postura. Quiropraxia para corrigir as vértebras desalinhadas.


2. Uso de coletes ortopédicos: Em casos de cifose em adolescentes em crescimento.


3. Mudança de hábitos: Adotar posturas corretas e ergonomia adequada.


4. Medicamentos: Para aliviar dores ou tratar doenças subjacentes, como osteoporose.


5. Cirurgia: Indicada em casos graves, como cifose estrutural severa.



Caso suspeite de hipercifose, é importante buscar orientação de um ortopedista ou fisioterapeuta para um diagnóstico adequado e o melhor plano de tratamento.  Se quiser, posso detalhar os exercícios ou outras formas de prevenção!

DRª JANE DIFINI KOPZINSKI