9 de out de 2011

Síndrome do Piriforme

Jane Difini Kopzinski
Fisioterapeuta
Quiropraxista
Filósofa Clínica

Síndrome do Piriforme

O termo Síndrome do Piriforme foi usado pela primeira vez por Robinson, em 1947. Ele chamou-a de síndrome porque listou seis achados que compunham o quadro clínico:
1
História de trauma na região sacro-ilíaca e glútea.
2
Dor na região sacro-ilíaca, escolta dura ciática maior e piriforme que desce para a coxa e provoca dificuldade de caminhar.
3
Aumento da dor quando o paciente que estava sentado fica em pé ou, ao caminhar, pára repentinamente.
4
Aumento palpável e doloroso de volume, em forma de salsicha, ao se examinar o músculo piriforme através do toque retal.
5
Dor ao elevar o membro inferior com o joelho estendido e o paciente deitado de costas. (Sinal de Lasegue)
6
Atrofia glútea, dependendo da duração dos sintomas.

O piriforme é um músculo pequeno e profundo, localizado na nádega, sob os glúteos e tem como função a rotação externa da coxa, que é quando o joelho "olha" para fora, além de auxiliar na abdução (abertura da coxa). Sua localização vai do sacro (porção final da coluna) até o fêmur (osso da coxa).
    Na região do quadril , o nervo isquiático pode ser comprimido pelo músculo piriforme (síndrome do piriforme), se o músculo se tencionar pode haver compressão do nervo isquiático causando dor.
Um sinal clínico importante se apresenta na forma de fraqueza para os movimentos de abdução e rotação lateral da coxa sob resistência, em decorrência da dor.
   As queixas incluem dores que podem acontecer em alguns locais como: na região glútea (nádega), quadril, lombar, membro inferior e também formigamento ou dormência, que podem irradiar em direção à perna do lado acometido.
 A primeira opção no tratamento da síndrome do piriforme é a Fisioterapia através da cinesioterapia clássica, técnicas de manipulação e reeducação postural e comportamental. Alongamentos do músculo piriforme, nunca na fase aguda e sempre respeitando o limite de dor do paciente, devem fazer parte do cotidiano do indivíduo que já apresentou a síndrome, e podem diminuir a compressão feita pelo músculo sobre o nervo refletindo na diminuição da dor isquiática

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