20 de fev. de 2016

Humanização no atendimento ao idoso em fisioterapia e quiropraxia. Drª Jane Difini Kopzinski

Alguns detalhes... Humanização no atendimento ao idoso em fisioterapia e quiropraxia.


A pessoa que bate na porta do nosso consultório está, no mínimo, procurando conforto para seu problema.
Atentos ao seu problema de movimento, temos também que estar atentos ao sofrimento emocional que isso pode lhe causar.
Cada pessoa lida de uma maneira singular com sua dor. Seja ela física ou emocional.
Somatização é o nome dado às dores que não têm origem física, mas emocional
Independente da dor ser física ou emocional, esta última com certeza criará um sintoma físico de dor.
Nós até sabemos quais são: enxaqueca, dor de estômago, dor no peito, fraqueza muscular, articulação temporo-mandibular sob tensão, pescoço e cervical inflamados, mão trêmulas, pernas bambas, sensação de desfalecimento.

Há sempre um propósito para a dor. E certamente algum tipo de recompensa. Principalmente, o propósito de atentar para o fato de que precisamos aprender a tomar conta de nós mesmos. 
No idoso isso é mais exacerbado. Levando em conta a sua historicidade e a sua atual situação familiar.

"Quando um indivíduo apresenta alguma doença, pode experimentar distúrbios no seu organismo levando à dor e desconforto. Esses distúrbios impõem sofrimento, quando o sujeito é confrontado com ameaças ao seu trabalho, seus interesses, seu plano de vida, às relações sociais, às relações com os amigos, e talvez até mesmo as relações familiares. O doente fixa-se aos limites funcionais e ao sofrimento devido às deficiências, onde deve recompor seu projeto de vida na sequência das alterações e perdas de suas habilidades físicas (Kottow, & Kottow, 2007).

"O desconhecimento das necessidades dos idosos denota preconceito em relação a eles como indivíduos e como grupo, sendo comumente associado ao julgamento de que não são dignos de merecer atenção e tratamento, dado o fato de serem socialmente dependentes, e de que não compensa investir neles porque estão declinando de forma irreversível em termos físicos e mentais" (Neri, & Jorge, 2006).

Apesar das alterações provocadas pelo envelhecimento e pelas doenças, as pessoas idosas superam as dificuldades. Realizam seus afazeres do cotidiano, uns com muito sofrimento, outros no seu tempo e outros ainda adaptam ou constroem apetrechos para facilitar as atividades.
 A preparação do profissional em atender idosos vai além de sua Formação na faculdade ou pós graduação.
 A atenção para o estado emocional que idoso apresenta deve ser a avaliação mais preciosa junto com suas limitações em AVDs. 
A elaboração do programa de atendimento deve levar em conta a historicidade e respeito a singularidade de vida que atualmente ele leva. 

"Humanizar é respeitar a natureza do ser humano, a sua essência, com o objetivo de garantir a sua singularidade, observando-o como ser subjetivo e complexo, dentro da sua totalidade. É ainda dar favorecimento ao paciente, dando estímulo à sua intervenção ativa no que diz repeito a garantia de sua própria cidadania. É, sobretudo, concentrar verdadeira prática humanizada no respeito ao cidadão" (SIMÕES; CONCEIÇÃO, 2005).  

Não acredito em receita de bolo para atendimentos fisioterápicos.
Partindo do princípio que cada ser humano é singular mesmo apresentando patologias com mesma denominação.

  Drª Jane Difini Kopzinski

17 de ago. de 2015

Não deixe o estress tomar conta do seu corpo

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19 de jul. de 2015

Cuidados com a pele no inverno

Cuidados com a pele no inverno
No inverno existem muitas mudanças na nossa pele.
As peles secas ficam cada vez mais secas e as oleosas podem produzir ate uma dermatite seborreica.
As baixas temperaturas do inverno costumam desencadear uma série de doenças, inclusive dermatológicas. Alergias, eczemas, psoríase e dermatite seborreica são algumas das afecções  mais comuns nessa época do ano.
É importante  cuidar da pele no inverno  para que fique sempre com saúde e aparência perfeita.
A limpeza da pele deve ser uma pratica no inverno, pois estaremos cuidando e preparando para sempre ter uma pele saudável o ano inteiro.
A hidratação deve ser feita sempre após a limpeza da pele (de preferência uma limpeza profunda) , o habito de passar cremes no rosto aleatoriamente sem ter tratado antes pode até prejudicar a saúde da pele.

Drª Jane Difini Kopzinski


31 de mai. de 2015

Pilates de solo

MAT PILATES (PILATES DE SOLO)


Exercícios no solo costumam exigir mais esforço e trazem resultados mais rápido!
Joseph Pilates criou uma vasta rotina de exercícios no solo e você pode conseguir alcançar todos seus objetivos apenas através desta modalidade de exercícios de Pilates.
O pilates a cada dia ganha mais adeptos.
 O trabalho é progressivo, intenso, promove força, flexibilidade e equilíbrio. Atende a diversos públicos, pois cada um vai dentro da própria limitação, se caracteriza por proporcionar maior flexibilidade, força muscular, concentração.
Com exercícios feitos no solo, é uma ginástica livre de impacto e que respeita a individualidade melhorando a qualidade de vida geral, e prevenindo lesões da coluna, artroses, dores gerais.
Os exercícios exigem ainda mais do praticante, que tem de controlar sozinho o seu corpo.
Segundo Pilates, que estudou técnicas orientais como a ioga para desenvolver seu método, o centro de força controla não só os movimentos do corpo como as emoções. A adepta fica mais centrada, nos dois sentidos, físico e mental. Outro fator que interfere no bem-estar é o controle da respiração, fundamental para manter a postura durante os exercícios. A respiração adequada também ajuda a combater o stress, pois acalma a mente e controla a agitação.

Drª Jane Difini Kopzinski


28 de abr. de 2015

FISIOTERAPIA NA INCONTINÊNCIA URINÁRIA

                                        FISIOTERAPIA NA INCONTINÊNCIA URINÁRIA

 A incontinência urinária pode ser definida de forma simples como o comprometimento nos mecanismos de armazenamento e de esvaziamento de urina.
 O assoalho pélvico é um conjunto de partes moles que fecham a pelve, sendo formado por músculos, ligamentos e fáscias. Suas funções são de sustentar e suspender os órgãos pélvicos e abdominais, mantendo as continências urinária e fecal.
 O assoalho pélvico consiste dos músculos coccígeos e elevadores do ânus, que conjuntamente são chamados de diafragma pélvico. 


Os músculos do assoalho pélvico são constituídos de 70% de fibras do tipo I (fibras de contração lenta) e 30% de fibras do tipo II (fibras de contração rápida). Assim as fibras do tipo I são responsáveis pela ação antigravitacional dos músculos do assoalho pélvico, mantendo o tônus constante e também na manutenção da continência no repouso. E as do tipo II são recrutadas durante aumento súbito da pressão abdominal contribuindo assim para o aumento da pressão de fechamento uretral (POLDEN, 2002). 
 Tipos de incontinência urinária: 
a) Incontinência urinária de esforço – o sintoma inicial é a perda de urina quando a pessoa tosse, ri, faz exercício, movimenta-se; 
b) Incontinência urinaria de urgência – mais grave do que a de esforço, caracteriza-se pela vontade súbita de urinar que ocorre em meio as atividades diárias e a pessoa perde urina antes de chegar ao banheiro;
 c) Incontinência mista – associa os dois tipos de incontinência acima citados e o sintoma mais importante é a impossibilidade de controlar a perda de urina pela uretra. 
Atuação do fisioterapeuta
A atuação do fisioterapeuta na reeducação perineal do assoalho pélvico, tem como finalidade melhorar a força de contração das fibras musculares, promover a reeducação abdominal e um rearranjo estático lombopélvico através de exercícios, aparelhos e técnicas. 
O reforço muscular e a reeducação perineal adquiridos através dos exercícios cinesioterapêuticos, constituem uma forma interessante de tratamento para estas pacientes, visto que podem evitar (ou ao menos adiar) a necessidade de uma cirurgia ou do uso de fármacos pelo resto da vida para voltar a ter uma continência normal.
 Referências:
 POLDEN, M.; MANTLE, J. Fisioterapia em Ginecologia e Obstetrícia. São Paulo: Santos, 2002 SOUZA, E. L. B. L., A reeducação da musculatura do assoalho Pélvico como método de tratamento Conservador da Incontinência Urinária. In: SOUZA,E. L. B. L., Fisioterapia Aplicada a Obstetrícia: aspectos de ginecologia e neonatologia. 3ª ed. Rio de Janeiro: Medsi, 2002. XARDEZ Y. Vade-Mécum de cinesioterapia. 4ª ed. São Paulo: Andrey, 2001
Drª Jane Difini Kopzinski